O projecto consiste em colocar o público no papel de performer na
construção de um painel interactivo.
O público durante um período de tempo (a definir) irá colocar-se diante de um fundo branco, dando movimento ao seu corpo e emitindo sons em simultâneo. O movimento do corpo será expressado na paleta de cores. O som entra para dar vida, dar cor aos desenhos e assim diferenciar mais uma vez a diferença de personalidades.
A captação dos movimentos resultarará no aparecimento em tempo real de desenhos dos movimentos. Ao longo da performance o painel será preenchido pela sobreposição de desenhos que permanecerão até ao fim. No final o público poderá ver o resultado da performance.
Olá Susana,
Fixe. Assim é que é, começar a avançar com ideias.
Pessoal, mais alguém que esboçar um conceito para discussão na quarta?
Estamos aqui para isso.
abraço,
Lobo
Olá Susana,
muito porreira a tua ideia. Vai ao encontro de uma ideia minha que tinha guardada na gaveta … A minha ideia era um pouco mais complexa, mas esta que te explanaste aqui, parece-me perfeita para começar a desenvolver o conceito.
A minha ideia é inspirada em Kandinsky, nos seus trabalhos e, principalmente, nos seus estudos teóricos. Ele tem 2 estudos fantásticos que são: “Concerning the spiritual in art” e “Point and line to plane”. Como sabes, ele tem uma teoria muito nítida do mapeamento entre cor/forma/som. Por isso, a minha necessidade que vai ao encontro desta inspiração é a construção de um sistema de layers que obedeçam esse mapeamento.
Lançei a minha motivação em ajudar-te a concretizar este projecto. Ele vai precisar de estrutura para o módulo de visão por computador e outro para a parte gráfica. Sou todo ouvidos relativamente ao teu conceito artístico.
Este protótipo pode também servir de base para um sistema/jogo interactivo para crianças … pensa nisso.
Esta semana não vou poder estar no LCD, mas podemos ir comunicando por aqui para discutirmos ideias e pô-las já em prática na semana seguinte.
Força!
Eduardo Marques
interessante seria, pelo movimento ser registado como desenho a partir da localização das pessoas, esta informação também ser registada num log qualquer, que pudesse ser convertido num ficheiro .svg, e podemos fazer cartazes com isto e afins – é uma ideia que tem mesmo muito por onde se desenvolver…
Eu ofereço-me para desenvolver a parte audio.
Abraços,
João Silva
Paulo, essa ideia é porreira, vai ao encontro do que falavamos na criação “espontânea” de material promocional para o LCD.
João, óptimo a tua participação. Do meu ponto de vista, e dependendo do conceito artístico que a Susana queira desenvolver, a parte de aúdio vai ter de trabalhar muito de perto com a parte gráfica. A forma e o som terão uma relação bem definida para nós e para a audiência.
Susana, estamos à espera de mais notícias tuas acerca da tua ideia … por onde queres começar?
Abraços.
Eduardo Marques
Olá Susana, bem vinda ao LCD.
Parece-me um projecto que apresenta bastantes questões interessantes e que deixa bastante espaço em aberto para explorar a criatividade individual de quem participar nele. Eu, tal como o Eduardo, posso ajudar-te com a parte gráfica e de visão por computador, e estou particularmente interessado nas questões do mapeamento entre os dados que podemos adquirir (som ambiente, vozes, movimento das pessoas) e o output final, quer gráfico quer sonoro.
Cheers,
P.
Antes de mais obrigado pelo apoio, ideias e sugestões. A ideia do meu projecto foi mesmo para ser discutida em grupo e por todas as pessoas que queiram trabalhar nele.
O conceito inicial da instalação seria deambulações conscientes, passo a explicar:
Vivemos num mundo contemporâneo acelerado a todos os níveis: tecnológicos, comerciais, emocionais e perdas culturais. Deambulamos numa luta contra o tempo, num estado de hipnose, onde os pequenos pormenores e as memórias já não marcam da mesma forma e as relações interpessoais se dispersam.
O que gostaria como resultado desta instalação era proporcionar um momento/memória em que pessoas de diferentes personalidades, contextos, de faixas etárias podessem cruzar o seu lado mais intuitivo, dando voz ao seu EU, libertando-se de perconceitos e podores instituidos. Em conjunto construir um género de moral de emoções, que se podem traduzir em simbolos/desenhos que as pessoas queiram ilustrar.
Em resposta ao comentário do Eduardo Marques:
Podemos repensar num novo conceito, repensando no conceito de Kandinsky.
Em relação ao jogo interactivo para crianças seria também um bom projecto, temos de voltar a falar disso no LCD.
Em resposta ao comentário do Paulo Silva:
A minha ideia inicial seria através de umas luvas que o publico podesse calçar, dando assim maior pormenor ao tipo de traço/gesto que a captura iria por sua vez reproduzir em desenho. O movimento das mãos originam então desenhos/formas em cores neutras mais propriamente na gama de pretos e cinzas. E o som que o público emitisse durante os movimentos dariam cores ao desenho/traço. A sua captura seria através da diferenciação de tons e não de palavras.
A nível de concretização ainda sou uma leiga na matéria e espero que todos em conjunto possamos trocar conhecimentos para conseguirmos concretizar o projecto.
Obrigado a todos os comentários e a vossa colaboração. Lancei uma ideia para o ar, mas em conjunto podemos todos repensar se a alteramos ou não. Se surgir mais alguma dúvida, estou aqui para responder e para ouvir novas ideias/soluções.
Susana Reis
Olá Susana,
óptimo ler a tua descrição do projecto e perceber a tua intenção.
Relativamente aos símbolos percebi a ideia, mas parece-me que ainda nã tens bem definido a diferenciação entre símbolo e entre desenho. O desenho dá origem ao símbolo? Uma pessoa em sí pode originar um símbolo automaticamente a partir do momento que entra na instalação? O símbolo “vive” a parte do desenho? como se diferencia um símbolo de um desenho? Ou simplesmente, a entidade símbolo e a entidade desenho são a mesma coisa
Digo isto pelo que escreveste a seguir: a ideia de a pessoa desenhar na tela através do seu gesto, ou seja, ai temos um desenho, mas não necessariamente um símbolo. Outra coisa, se tratares o gesto vais ter a curva que define o teu gesto, mas também vais ter a forma que define o espaço do gesto. Vais querer ter esta relação linear? Ou vais querer apenas desenhar e deixar o som criar também a forma?
Falas do som dar a cor ao desenho. Dá cor só ao desenho ou também à forma? Porque queres trabalhar numa base monocromática? O que é mais importante para ti neste projecto: a cor, a forma, a expressividade gestual ou todas? Tens alguma prioridade definida?
Relativamente a este aspecto do desenho, a sua curva e o seu espaço tenho boas notícias. Estive envolvido num projecto onde explorei estes aspectos, por conseguinte temos já uma base de teste.
Peço-te que penses também que parte do corpo é que pode desenhar, só as mãos?
Bem, tenho também algumas ideias apontadas com estudos sobre a teoria de forma/cor/som de Kandinsky que posso levar na próxima semana, caso queiras incluir alguma coisa no projecto.
Este projecto já começa a ter corpo! Faz esboços
Abraço!
Eduardo Marques
@SusanaReis – a ideia era mesmo manter a tua – o log era só algo de simultâneo que seria gerado, para se aproveitar as coordenadas, não o texto em si como texto (para desenhos svg, animações, estructuras 3d, o que for…) num segundo trabalho, sem interferir (em nada, de princípio) com a tua primeiria ideia, que por si só já tem muito interesse, e muito por onde se desenvolver.
E surgiu-me outra ideia acerca de cores e movimentos – partindo do princípio que o todo ou a média seria na base de um cinza, não sei se, por exemplo, usar crominancia de formatos de cor como hsv, em que o movimento para esquerda seria amarelo/verde, pra direita azul/magenta, para baixo vermelho e para cima ciano, movimentos lentos mais cinzas, e rápidos mais saturados – não precisava ser coisa evidente, só uma leve sugestão – poderia ter um resultado interessante…
Olá Susana.
Gostei da ideia. Tenho apenas algumas notas sobre a captura da informação por parte do sistema usando luvas. Quando falas neste aspecto estás a pensar em visão por computador ou sensores? Ambas as abordagens tem vantagens e desvantagens a serem ponderadas.
Se estiveres a pensar em expressividade gestual vê esta página do artista Eric Singer. O trabalho é antigo, e a técnica é conhecida mas apresenta sempre resultados interessantes.
Outra artista que usa o conceito da luva (MIDI e wireless) é a Laetitia Sonami. Espero que isto vá ao encontro da tua ideia de expressividade gestual.
Abraço
Filipe Valpereiro
olá a todos.
eu acho que, uma vez que vamos ter a potentissima caixa midi ou os arduinos/phidgets, se pode com eles manipular quer as cores como as formas de uma imagem que se criaria à volta da sombra do público/performer, isto conseguido com a visão por computador.
outra alternativa, sendo eu o performer por exemplo, com um multitouch como interface, ser neste projectada a minha imagem da gravação da minha sombra. assim eu poderia desenhar a forma/cor que entendesse para transmitir o meu estado de espírito, ou um prolongamento da minha forma/sombra.
temos as duas opções, ambas realizáveis a meu ver.
Uma em que podemos ter um botão para cada emoção , sendo portanto necessário um desenvolvimento dessas formas, que podem ser subjectivas de mais em alguns casos.
a outra seria deixar o público/performer manipular todos os aspectos em tempo real, que em termos de interface é mais complicado que o anterior.
ocorre-me que para o primeiro se podem usar coisas como smiles, objectos do quotidiano como relógios ou lampâdas ou notas duma pauta, tudo para que se preveligie a comunicação por imagens.
um microfone seria uma ferramenta útil para comandos por voz/tom ou então para a musicalidade, que também pode ser através do midi ou visão por computador.
imaginei agora alguem com um laser na cabeça que apontasse para onde ohassemos. reconhecer esse sinal para um dos programas do filipe.
abraços
Henrique Cachetas
Olá a todos,
relativamente ao comentário do Henrique:
. gostei da ideia de manipular o “background”, e não as formas que os utilizadores criam, com hardware … a “caixa de efeitos especias”.
relativamente a esta ideia acho muito pertinente que se teste, seja para usar neste projecto ou noutro. Se usada neste projecto tem de ser ter cuidado para a tela de projecção não ficar muito saturada com informação vinda de múltiplas fontes.
Algo que a ainda não compreendi muito bem da ideia base da Susana é se queres que as “sombras/silhuetas” dos utilizadores apareceram …. faz parte da tua ideia? ou só te interessa o “desenho gestual” e as suas respectivas formas?
Novamente refiro-me ao comentário do Henrique: um microfone parece-me que nesta ideia é essencial, quer seja para criar a forma do gesto, quer para outro tipo de input.
Bem, Susana … espero que hoje discutas a tua ideia no LCD. Novamente apelo para apresentares esboços das tuas ideias e fazeres um briefing do teu projecto.
Estarei disponível para ajudar a partir da próxima semana.
Um bom LCD a todos hoje!
Olá a todos, desculpem só agora responder mas foi me impossível.
Olá Eduadro,
Relativamente à atribuição do termo “símbolo” foi mais uma expressão do que uma definição. O que quero dizer é mesmo que o público expresse o seu gesto que se expressará através do desenho. Em relação ao som poderia também dar forma, seria uma possibilidade mas o que anteriormente disse, é que o som entra para colorir os desenhos sendo o desenho um conjunto de formas…em resposta ao que é mais importante para mim neste projecto, é fazer com que as pessoas que participam nele em primeiro lugar se divirtam, a compor uma expressão sua numa composição colectiva, em que a espontaneidade e a liberdade de expressão esteja completamente aberta… “E Porque queres trabalhar numa base monocromática?” Ao ser monocromático expressa que não há voz/não à libertação…quero que as pessoas tenham o incentivo de poderem libertar-se, tenham voz firme, lutem pelas coisas…não se calem…
…”Peço-te que penses também que parte do corpo é que pode desenhar, só as mãos?” Podemos resolver de outras formas, mas também no laboratório podemos ver melhor as possibilidades, querendo continuar na minha opinião com o tipo de traço seja mais ou menos definido, e não por mancha. Quanto á a “teoria de forma/cor/som de Kandinsky” trás na próxima semana e podemos rever tudo… e eu também levarei para o laboratório alguns esboços na próxmia semana.
Olá Paulo,
“em que o movimento para esquerda seria amarelo/verde, pra direita azul/magenta, para baixo vermelho e para cima ciano, movimentos lentos mais cinzas, e rápidos mais saturados – não precisava ser coisa evidente, só uma leve sugestão – poderia ter um resultado interessante…” Acho muito interessante, o que perderia a necessidade haver som, mas logo podemos falar melhor…
Olá Filipe Valpereiro,
“Gostei da ideia. Tenho apenas algumas notas sobre a captura da informação por parte do sistema usando luvas. Quando falas neste aspecto estás a pensar em visão por computador ou sensores? Ambas as abordagens tem vantagens e desvantagens a serem ponderadas.” Tal como vos disse, não entendo muito de como concretizar este projecto, estou à espera de aprender muito convosco…pensei que podesse ser resolvido por exemplo: a câmara que está a fazer a captura dos movimentos, estaria programada para ao detectar as luvas assuma os movimentos e os transforme em desenho. Pode-se funcionar do género do cromakey, de definirmos uma cor e o computador quando o detecta transforma no que nós definirmos.
Olá Edma,
“Algo que a ainda não compreendi muito bem da ideia base da Susana é se queres que as “sombras/silhuetas” dos utilizadores apareceram …. faz parte da tua ideia? ou só te interessa o “desenho gestual” e as suas respectivas formas?
o que eu queria mesmo era desenho gestual com alguma definição. (será possibel?)
A ideia do Henrique é muito interessante, Começam a surgir muitas ideias,na minha opinião temos de em conjunto definir diferentes projectos ou então definir por onde avançar. Todas as ideias me parecem interessantes.
P.s. Estou numa fase com muito trabalhos espero poder levar algo para logo para poder me exprimir melhor.
Abraço a todos
Olá Susana,
edma é o mesmo que Eduardo Marques
,ou seja, eu. Porreiro já me respondeste a algumas dúvidas que tinha da tua ideia. Está a ganhar corpo como te disse anteriormente. Faz os esboços e discute com a malta hoje que isso vai ajudar muito.
Desenho gestual com definição é possível sim senhor. Como te disse já trabalhei num projecto que tem alguma semelhença técnica, por isso já existe base para trabalhar.
Como queres que os gestos se movimentem? …. pelo fluxo de movimento das pessoas? … manipulação directa das pessoas nesses objectos virtuais? …. por sensores? ….
Até para a próxima semana!
Eduardo Marques
Olá,
) que comunicava por interfaces midi com o Director
. Mais tarde já no Mestrado utilizei o MSP para “ler” a localização do utilizador que enviava informção para o Director por interface midi).
dediquei mais de um ano escolar a desenvolver uma peça interactiva que tem alguns aspectos comuns com a que ideia que apresentas. Tenho imensa documentação sobre o assunto que posso partilhar.
Na altura foquei-me na relação homem-máquina, na sensação de imersão que este tipo de sistemas provoca no confronto do “eu” enquanto corpo comunicante com um sistema que traduzia o meu movimento”comunicação” em desenho. Optei por não utilizar nenhum periférico porque não queria limitar a movimentação do utilizador uma vez que a ideia era a visualização da linguagem corporal.
O sistema foi desenvolvido com softwares altamente desactualizados : ) comecei por usar uma versão beta do big eye (que durava 15 m, depois tinha que inserir os valores todos de novo
Tenho alguns registos video e fotograficos da apresentação. Também podemos tentar montar o set para utilizar como ponto de partida para o teu projecto
Se quiseres podemos falar melhor sobre isto mais logo.
Andreia
Olá Susana,
nós fomos apresentadas ontem não fomos?
@Andreia: sim, é ela mesmo!